SOBE-SE A UM VERSO TEU E VÊ-SE O MAR
A Biblioteca de Bragança desafiou-nos para que construíssemos um coro
de leitores com jovens do concelho. Nós propusemos a celebração de
Camões. Porquê? Não só porque se celebram os 500 anos do seu nascimento
mas porque ler a poesia de Camões é um prazer. Partilhar esse prazer,
tirá-lo das estantes, do pó dos anos e dar-lhe vida, dar-lhe o sopro
vital da nossa voz, dos nossos corpos, do nosso coração, da nossa cabeça
e passá-lo a outras pessoas. É isso que queremos. O contágio. A sedução
de novos leitores.
"Sobe-se a um verso teu e vê-se o mar"
O verso de Manuel Alegre diz tudo, por isso o escolhemos para título deste trabalho.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades mas os versos de Camões falam
de nós e da nossa vida, dos amores e das traições, dos tiranos e dos
falsos deuses, dos monstros e da solidariedade e falam com uma língua
que ele ajudou a crescer e a florescer. Do modo mais belo.
Quem fez o quê
Guião e direcção:
Cristina Paiva e Fernando Ladeira
Textos:
Luís de Camões, António Gedeão, Manuel Alegre, Miguel Torga e Sophia de Mello Breyner Andresen
Maestrina:
Cristina Paiva
Com:
Ana Costa, Cecília Falcão, Celsio Chambene , Eva Vaz, Fabiana Batista,
Iara Fernandes, Ivone Brás, João Pereira , Júlia Camponês, Maria Matos e
Mariana Brás
Realizado a convite da Biblioteca Municipal de Bragança, entre os dias 23 e 28 de Outubro de 2024, numa residência artística patrocinada pelo Município de Bragança
