ALEATÓRIO – Concerto de palavras ao acaso
(já não está em cena)
60 minutos – Público em geral
Dar forma às palavras, dar som às
palavras, dar vida às palavras, dar-lhes o sopro vital que as faça
habitar o nosso espaço; emprestar-lhes o corpo, fornecer-lhes os traços,
fazê-las ressoar nas nossas e vossas cabeças; com elas contar, cantar,
pintar, dançar, escrever, tocar, brincar; com elas organizar o caos, o
acaso, o aleatório. Ou o contrário: com elas criar o caos, o acaso, o
aleatório.
Um espectáculo de palavras, sons e imagens concertadas, ou um concerto
de palavras, sons e imagens espectaculares. Uma hora de viagem (pouco)
ao acaso.
Porque o conceito de aleatório é muitas vezes a base do trabalho artístico em geral. Dar sentido a essa intuição, a esse aleatório, é o nosso desafio.
"- Conta-me um conto que nunca contasses a ninguém", frase de Isabel Allende do seu "Contos de Eva Luna", é o nome do nosso audio-blogue onde ao longo dos anos fomos experimentando diversas abordagens à leitura de poesia em voz alta.
Este blogue tem funcionado para nós quase como um laboratório. Mas se muito do que aqui testamos vem depois a fazer parte dos nossos espectáculos, muitos poemas há, de que gostamos muito, que nunca saíram daqui.
É assim que, de forma quase aleatória, escolhemos uns quantos desses poemas e sem uma história ou personagem que os ligue resolvemos apresentá-los sobre a forma de espectáculo de poesia.
Quem fez o quê
Produção:
Andante Associação Artística
Dramaturgia e encenação:
Cristina Paiva e Fernando Ladeira
Poemas de:
Ana Hatherly, António Mota,
Arnaldo Antunes, Boris Vian, Cecília Meireles, Eduardo Pitta, Gabriel
Celaya , José Carlos de Vasconcelos, José Mário Silva, Manoel de Barros,
Manuel António Pina, Margarida Vale de Gato, Mário Cesariny, Mário de
Sá Carneiro, Miguel Cardoso, Nuno Júdice, Rosa Alice Branco,, Russell
Edson, Ruy Belo, Ruy Cinatti, Salette Tavares, Vitorino Nemésio
Músicas de:
Alfred Schnittke, Dirty
Three, Gianni Ferrio, Goran Bregovic, Hirohito Ihara, Ian Pooley, Ketil
Bjørnstad com David Darling, Matmos, Max Richter, Nils Frahm, Partial
Arts, Pascal Comelade, Penguin Cafe Orchestra, Sétima Legião,
Trentemoller
Interpretação:
Cristina Paiva
Animação digital:
Américo Prata
Figurino:
Lucília Telmo
Sonoplastia:
Fernando Ladeira
Depois
(…) agora é tempo de ouvir poesia de um modo pouco habitual. No palco,
Cristina Paiva interpreta uma seleção de poemas em diálogo intenso com
as imagens e os sons manipulados por Fernando Ladeira. Às vezes diz,
outras vezes canta, e entre os dois registos há um manancial de modos e
tonalidades que se adaptam a cada poema escolhido, criando um espetáculo
que, percebe-se, tem tudo que ver com a ideia de levar a poesia aos
leitores que norteia este Poesia, Um Dia. (…)
Sara Figueiredo Costa acerca do espectáculo realizado em Vila Velha de Ródão no Poesia, Um Dia
(Blimunda, outubro 2016)

