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Desde
Setembro de 1999 que o nosso trabalho se tem desenvolvido dentro das
bibliotecas procurando cativar e fidelizar novos públicos para a
poesia, para a prosa e para o teatro.
Não se pode obrigar ninguém a gostar de ler. Mas pode-se
tentar seduzir, pode-se partilhar o prazer da leitura, pode-se tentar
quebrar preconceitos que relacionam directamente os livros, o teatro, a
arte, a algo aborrecido, monótono, “secante”.
É isso que fazemos todos os dias: tentamos.
Este projecto tem
no seu nome uma das nossas características mais fortes: ANDANTE.
No dicionário, o que anda. É assim por
opção nossa. Apesar de nos termos constituído
perto de Lisboa, a capital não é o nosso palco principal.
Talvez um certo espírito de "missão" e o prazer de
descobrir novas realidades que pudessem enriquecer o nosso trabalho,
nos tenham levado a uma opção primordialmente itinerante.
Não o fazemos por circunstâncias de
produção, fazemo-lo
por opção.
Os
nossos trabalhos só foram possíveis graças a duas
instituições: o Instituto Português do Livro e das
Bibliotecas e a Fundação Calouste Gulbenkian. Foram elas
que, desde o início, acreditando e apostando neste projecto,
nos permitiram chegar às bibliotecas e assim chegar
ao nosso público-alvo. Foi partindo dos espaços
dedicados aos livros que o nosso trabalho cresceu e foi assim que
à medida que as instituições nos foram conhecendo,
foram solicitando cada vez mais a nossa presença.
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