As vozes dos outros (continuação)
   

Cartaz - As Vozes dos Outros

Cartaz - As Vozes dos Outros

Concepção de Cristina Paiva e Fernando Ladeira

Textos e Músicas de Álvaro de Campos; Amália Rodrigues; António Aleixo; António Gedeão; Ary dos Santos; Brian Eno; Calderón de la Barca; Camané; Carlos do Carmo; Carlos Seixas; David Darling; David Mourão Ferreira; Fred D´Aguiar; Grupo Folclórico da Luz; J.M.G. Le Clézio; José Afonso; José Mário Branco; José Peixoto; Julian Barnes; León Felipe; Lucía Etxebarria; Luís Vaz de Camões; Madredeus; Miguel Torga; Natália Correia; Salman Rushdie; Teresa Silva Carvalho; Tim; Tortoise; Xutos & Pontapés

Textos ditos por: Cristina Paiva ou João Brás

Banda sonora de: Fernando Ladeira

 

Estreia - 29 de Março de 2001

 

Estabelecimento Prisional Regional de Setúbal

   

João Brás - As vozes dos outrosTal como o nome indica, este é um espectáculo pensado a partir de textos que conhecemos porque alguém já lhes tinha dado voz. Textos que nos prenderam a atenção e a emoção porque nos foram trazidos pela música e pela voz dos cantores. Juntámo-  -lhes depois outros textos não tão conhecidos. Acrescentámos ainda as vozes dos cantores e a perícia dos músicos. Tentámos que a leitura tivesse um cunho teatral forte. Cristina Paiva - As vozes dos outros E o resultado de tudo isto, é um espectáculo de cerca de 40 minutos, onde ao prazer de ler, juntámos o prazer de ouvir "a voz humana numa canção". "Com que voz chorarei meu triste fado…", escreveu um dia Luís de Camões e como que em atendimento a esta prece Amália Rodrigues deu-lhe a sua voz tão especial. É daí que conhecemos o poema, ainda antes de o conhecermos dos livros; é com a emoção da voz que ficamos presos às palavras. Como diz Salman Rushdie: "Há cinco mistérios que contêm as chaves do invisível: o acto do amor, o nascimento de uma criança, a contemplação de uma obra de arte, a presença da morte ou de uma catástrofe e ouvir a voz humana numa canção. Essas são as ocasiões em que os portões do universo se entreabrem e nos é dado espreitar um instante aquilo que está oculto…"

 

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