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Concepção:
Cristina
Paiva e Fernando
Ladeira
Textos
de Abd Al Rahman; Adalberto Alves; Al Kuthayyir; Al
Mamun; Al Manisi; Al Mutamid; Al Qastalli; Al Thurthusi; Al
Tulaytuli; Ibn Abdun; Ibn Al A´Lam; Ibn Ammar; Ibn As Sid; Ibn
Badrun; Ibn Bassam; Ibn Hazm; Ibn Qasi; Ibn Safar; Ibn Sara; Ibn
Suhayd; Maryam Al Ansari
Textos
ditos por: Cristina Paiva
Banda
Sonora de: Fernando Ladeira
Espectáculo
concebido a pedido da Biblioteca de Mértola
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Estreia - 25 de Abril de 2001
Biblioteca Municipal de Mértola
Areias
e Sonhos - Recital de Poesia Árabe
Quando
iniciámos o trabalho descobrimos que não sabíamos nada desta
civilização, que vivemos de costas voltadas e ouvidos tapados
para tudo o que não é ocidental. Com persistência e
paciência fomos relembrando o pouco que aprendemos na escola,
descobrindo o que em Portugal e noutros países algumas pessoas
têm vindo a fazer para recuperar uma parte importante das
nossas origens, e principalmente recordando o efeito mágico que
tiveram sobre nós "As mil e uma noites", os cantos
alentejanos, a mesquita de Córdova, os laranjais do Algarve…
Areias
e Sonhos - Os textos
Por
o tema ser tão vasto, restringimo-nos apenas à poesia
árabo-andaluza (a que existe traduzida em português), sendo
"O meu coração é Árabe" de Adalberto Alves a nossa
maior fonte, mas não só. À estranheza da sonoridade das
palavras assim dispostas por estes poetas, juntámos o prazer de
descobrir uma outra Silves, outra Beja, outra Córdova e no
final sentimos que são as mesmas, só que escritas com a
mestria dos poetas: Al Mutamid, Ibn Ammâr, Ibn Sâra, entre
muitos outros.
Areias
e Sonhos - Os sons
No
entanto, neste trabalho, não se ouvem apenas os textos. Também
existem os ambientes sonoros para os contextualizar. As
sonoridades que relacionamos com os árabes nem sempre são as
tradicionais. Por isso, a banda sonora que acompanha os textos,
sofre influências da fusão da música árabe com a música
ocidental e do cinema feito no ocidente sobre o oriente. Tal
como acontece com a sonoridade dos textos, o nosso
desconhecimento da estrutura musical árabe, torna por vezes
difícil o disfrute total dessas sonoridades. Assim, a escolha
dos ambientes sonoros, tal como a escolha dos textos, é sempre
a escolha de ocidentais para ocidentais. Com esta premissa,
deixámo-nos ir . A nossa curiosidade levou-nos a conhecer,
entre outros, Rachid Taha, Nusrat Fateh Ali Khan e Rabih
Abou-Khalil. Se estes nomes não lhe dizem nada, talvez conheça
os de Janita Salomé e Philip Glass. Estão cá todos. E mais,
muitos mais.
Voltando
ao início: começámos pela descoberta e acabámos encantados.

"A
Cristina Paiva e o Fernando Ladeira habituaram-nos a
espectáculos de grande beleza e qualidade. Por isso
pedimos-lhes que partissem em busca das nossas raízes e nos
trouxessem a poesia que se produziu no Ghar´b al Ândaluz, no
tempo em que os poetas se chamavam Al Mutamid ou Ibn Ammar.
O
resultado não podia ser mais surpreendente. Profissionais de
excelência proporcionaram-nos um belíssimo espectáculo, em
que a melodia das palavras se cruzou com o ritmo das músicas
numa harmonia única.
Areias
e Sonhos são 40 minutos do mais perfeito encantamento. Só têm
um defeito, passam demasiado depressa."
Isabel
Martins - Bibliotecária da Biblioteca de Mértola

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